O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II de Taguatinga começou o ano com uma programação especial dedicada à promoção da saúde mental através da arte e da cultura. A atividade, realizada na quinta-feira (28), integrou a campanha Janeiro Branco e contou com a presença de usuários do serviço, familiares e moradores da região.
A proposta do encontro foi unir informação, expressão artística e convivência social. Durante a programação, os participantes puderam conhecer detalhes sobre a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e o Serviço de Assistência em Saúde Mental por Inteligência Artificial (SAMia). A agenda cultural incluiu a apresentação da Orquestra Filarmônica de Brasília, práticas de respiração orientada, exercícios de musicoterapia e dança circular.
Essas ações fazem parte do projeto Movimenta Caps, que visa ampliar iniciativas culturais ao longo do ano como estratégia complementar ao tratamento em saúde mental. A gerente da unidade, Aline Canuto, destacou a importância do contato dos usuários com novas experiências. “Muitos nunca tinham visto instrumentos musicais de perto. A reação foi de curiosidade e encantamento. Nosso objetivo é aproximar a cultura da rotina deles”, afirmou.
Envolvimento da comunidade
O Caps II de Taguatinga promove encontros periódicos que incentivam a participação ativa dos usuários e de seus familiares. As assembleias mensais funcionam como espaços de escuta e construção coletiva, fortalecendo a relação entre a equipe multiprofissional e a comunidade atendida.
A aposentada Maria Lucia Alves, de 72 anos, elogia o trabalho desenvolvido na unidade. “É um ambiente acolhedor, que oferece oportunidades de convivência e atividades diferentes”, relata. Ela acompanha o filho, Flávio Alves Júnior, de 43 anos, que recebe atendimento no serviço desde 2007.
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Para a mãe, o envolvimento das famílias é fundamental no processo. “Não é só vir às consultas. Participar das atividades ajuda muito no tratamento e na motivação”, observa.
A Rede de Atenção Psicossocial é composta por serviços interligados que atendem diferentes níveis de necessidades em saúde mental. Os Caps são voltados para pessoas com sofrimento mental intenso ou problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Atualmente, o Distrito Federal possui 18 unidades desse tipo.
Em situações de urgência, a população pode procurar prontos-socorros, unidades de pronto atendimento, unidades básicas de saúde ou acionar o Samu (192) e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

