A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou nesta terça-feira (7) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclarecimentos sobre duas armas que não foram localizadas pelo Exército.
Ontem (6), o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou ao STF que entregou à Polícia Federal (PF) seis armas das oito registradas em nome de Bolsonaro. Segundo a corporação, uma pistola Glock e uma espingarda não foram localizadas. A entrega foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.
Os advogados afirmam que a espingarda está em uma empresa importadora de materiais bélicos, situada em Caxias do Sul (RS).
Segundo a defesa, a arma é um presente recebido pelo ex-presidente, mas não foi retirada do local.
Quanto à segunda arma, a defesa esclareceu que a pistola Glock é a mesma apreendida com o segurança do ex-presidente e está sob a custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
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Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de armas de Bolsonaro e a apreensão das que estão registradas em seu nome.
A decisão foi motivada pela repercussão envolvendo a apreensão de uma arma com um dos seguranças particulares dele.
Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro considerou que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado a uma trama golpista. Após passar por uma cirurgia, ele obteve o direito de cumprir prisão domiciliar temporária enquanto se recupera de uma pneumonia bacteriana.
Fonte: Agência Brasil

