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Redes de educação têm até quarta-feira para enviar dados sobre equidade ao MEC

O prazo para que as redes estaduais e municipais de ensino enviem as informações do Diagnóstico Equidade 2026 termina na próxima quarta-feira (22). O diagnóstico inclui dados sobre a implementação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), 96% dos questionários já foram enviados. Esse percentual corresponde a 5.324 municípios, além dos 26 estados e do Distrito Federal. Um adicional de 1% está em preenchimento, enquanto 3% não foram iniciados. O prazo originalmente terminou na última quarta-feira (15), mas foi estendido pelo ministério.

As secretarias estaduais e municipais devem enviar os dados por meio do módulo da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), disponível no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).

O MEC enfatiza que a não entrega das informações via Simec pode comprometer o repasse de futuros investimentos vinculados ao Plano de Ações Articuladas (PAR).

“O mapeamento busca subsidiar políticas públicas voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas. O diagnóstico também visa monitorar a implementação da educação para as relações étnico-raciais (Erer), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino de todo o Brasil”, declarou o MEC.

Equidade racial nas escolas

Estabelecida em 2024, a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola abrange ações e programas educacionais focados na educação para relações étnico-raciais, educação escolar quilombola e nos temas relacionados a desigualdades étnico-raciais e racismo nos ambientes de ensino.

Os eixos dessa política contêm metas e mecanismos de monitoramento para a formação de docentes em educação étnico-racial e escolar quilombola, reconhecimento de práticas educacionais antirracistas, ações voltadas a desigualdades étnico-raciais na educação, medidas para a educação escolar quilombola, e protocolos para identificação e resposta a casos de racismo nas escolas públicas e privadas, entre outros.

O Diagnóstico Equidade 2026 contempla 10 eixos:

  • fortalecimento do marco legal;
  • formação de gestores e profissionais da educação;
  • gestão educacional;
  • materiais didáticos e paradidáticos;
  • currículo;
  • financiamento;
  • indicadores, avaliação e monitoramento;
  • gestão democrática e mecanismos de participação social;
  • educação escolar quilombola;
  • educação escolar indígena.

Fonte: Agência Brasil

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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