A Polícia Civil de Goiás apresenta a melhor taxa de elucidação de homicídios do Brasil, com aproximadamente 90% dos casos resolvidos, conforme dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Esse resultado posição Goiás como um modelo nacional em investigações de crimes contra a vida, evidenciando a eficácia da atuação integrada no combate à impunidade.
O “Diagnóstico das Unidades Especializadas em Investigação de Homicídios”, recentemente divulgado pela Senasp, revela que a taxa de elucidação de homicídios em Goiás alcança 86%. Em comparação, Mato Grosso fica em 76,6% e o Paraná em 75%. Entre os estados com desempenho inferior, destacam-se Piauí (7,8%) e Alagoas (25%), com o Rio de Janeiro, Rondônia e Amazonas fornecendo dados incompletos.
Segundo o governador Daniel Vilela, o desempenho de Goiás reflete os esforços do Estado em fortalecer suas forças de segurança, com investimentos em tecnologia, inteligência e valorização dos profissionais.
“Quando Goiás esclarece 9 em cada 10 homicídios, estamos falando de uma resposta concreta à sociedade, às vítimas e às famílias que esperam por justiça. Esse resultado mostra que o estado está presente, investe em investigação qualificada e não permite que crimes contra a vida fiquem sem responsabilização. Segurança pública se faz com inteligência, integração e trabalho permanente”, ressaltou Vilela.
O sucesso dessa abordagem se deve a um modelo de investigação que combina inteligência policial, especialização das equipes, presença territorial e respostas rápidas. Além da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) em Goiânia, a Polícia Civil possui unidades especializadas em todas as 22 regionais do estado, ampliando a capacidade de apuração.
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De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Ganga, a posição de destaque do estado é impulsionada pelos investimentos em sua estrutura investigativa. Ele enfatiza que a eficácia se deve ao foco em inteligência e nas delegacias especializadas em homicídios.
O levantamento da Senasp também indica que muitos homicídios em Goiás são elucidados entre dois a seis meses. A rapidez das investigações é atribuída à preparação das equipes e à atuação imediata após o crime, uma fase crucial para a coleta de provas.
“As equipes estão preparadas para agir assim que o fato acontece. A celeridade na investigação permite colher o maior número de provas e facilita a persecução penal”, explicou o delegado-geral.
A integração entre unidades especializadas, delegacias regionais, inteligência policial e perícia é apontada como essencial para esse desempenho. Essa cooperação permite a rápida circulação de informações, coordenação nas investigações, identificação dos autores e produção das evidências necessárias para a responsabilização criminal.
Ganga ressalta que o alto índice de esclarecimento impacta diretamente no combate à impunidade e auxilia na prevenção de novos crimes.
“É uma taxa que tem efeito educativo e preventivo. Os homicídios estão em queda desde 2019 em Goiás, com índices excelentes para o Brasil. Embora não possamos trazer os entes queridos de volta, há uma sensação de justiça realizada”, destacou.
A Polícia Civil também observa avanços na redução do passivo de investigações de homicídios. O próximo desafio, segundo Ganga, é manter Goiás como referência nacional e aumentar ainda mais a capacidade investigativa com a ampliação dos recursos tecnológicos, inteligência policial e efetivo especializado.
“Hoje, as delegacias especializadas de homicídios estão eliminando o passivo. Estamos motivados, com incremento de recursos na área de inteligência e também na parte humana, para conseguir aumentar ainda mais esses índices”, completou o delegado-geral.
Fonte: Agência Goiás de Notícias

