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Cefaleia: dor de cabeça recorrente merece atenção

A dor de cabeça, frequentemente ignorada ou tratada de forma inadequada, pode ser indicativa de problemas de saúde significativos. Dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) revelam que cerca de 70% das mulheres e 50% dos homens no Brasil sofrem desse distúrbio ao menos uma vez por mês.

“Existem mais de 150 tipos de dor de cabeça. As mais frequentes incluem a cefaleia tensional, caracterizada por uma sensação de aperto ou peso na cabeça, geralmente relacionada ao estresse e à tensão muscular, e a enxaqueca, que se manifesta como uma dor pulsante, normalmente em um lado da cabeça, acompanhada de náuseas e hipersensibilidade à luz e ao som”, esclarece o neurologista João Tatsch, da Secretaria de Saúde (SES-DF).

No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, celebrado nesta terça-feira (19), especialistas da SES-DF reforçam a importância do diagnóstico correto, da prevenção e do uso responsável de medicamentos para evitar a intensificação das crises.

Causas e sinais de alerta

Pessoas com dor de cabeça crônica, especialmente enxaqueca, apresentam um cérebro mais sensível a alterações. Os principais gatilhos incluem noites mal dormidas, jejum prolongado, estresse, ansiedade, consumo excessivo de cafeína, mudanças bruscas na rotina, flutuações hormonais e uso inadequado de analgésicos.

Embora a maioria das dores de cabeça seja considerada benigna, existem situações que requerem atendimento imediato. Dor súbita e intensa, febre, rigidez no pescoço, confusão mental, alteração na fala ou fraqueza em um lado do corpo podem sinalizar condições graves, como um derrame.

O perigo da automedicação

A automedicação deve ser evitada. Natasha Reis, referência técnica distrital em Assistência Farmacêutica da SES-DF, afirma que o uso frequente de analgésicos pode causar sérios danos à saúde.

“Muitos acreditam que remédios para dor de cabeça são inócuos devido à sua comum utilização, mas pesquisas indicam que medicamentos amplamente usados, como paracetamol, ibuprofeno, dipirona e combinações analgésicas, podem provocar sangramentos gastrointestinais, lesões renais, hepatotoxicidade e cronificação da dor”, ressalta.

Além disso, a cefaleia rebote, resultante do uso excessivo de medicamentos para alívio, é um problema. “Quando os analgésicos são aplicados com frequência, o cérebro diminui sua resposta. Isso pode ocorrer se os medicamentos forem tomados por mais de 10 a 15 dias ao mês durante mais de três meses”, explica Reis.

Onde buscar atendimento

O tratamento para cefaleia inicia-se com um diagnóstico preciso para identificar as causas. Pacientes com dores frequentes ou recorrentes devem se dirigir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e acompanhamento. Se necessário, serão encaminhados a um especialista em neurologia nos ambulatórios da SES-DF.

Em casos súbitos e intensos, ou acompanhados de febre, alteração na fala ou no movimento do corpo, o paciente deve procurar imediatamente uma unidade de pronto atendimento (UPA) ou o pronto-socorro de um hospital da rede pública.

*Informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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