A médica Aleida Guevara, filha de Che Guevara, um dos líderes da Revolução Cubana, expressa sua preocupação com a possibilidade de uma invasão dos Estados Unidos (EUA) a Cuba, especialmente devido ao comportamento imprevisível do ex-presidente Donald Trump. Durante uma entrevista à Agência Brasil, ela afirmou: “Sabemos que podem nos atacar a qualquer momento porque são loucos. Esperemos que a loucura não chegue ao extremo e que eles se deem conta do tipo de inimigos que realmente podemos ser. Porque Fidel disse: ‘Quando um povo enérgico e viril chora, a injustiça treme’.”
Em sua visita ao Brasil, Aleida comentou sobre a situação em Cuba, que enfrenta um bloqueio econômico e energético que resultou em três meses sem receber petróleo. Ela acredita que a maioria dos cubanos ainda se mantém fiel aos princípios da Revolução de 1959, desafiando a hegemonia dos EUA na região.
Aleida participou do 4º encontro do Movimento dos Pequenos Agricultores e destacou a importância da reforma agrária no Brasil. Para ela, a solidariedade com Cuba ainda é forte, e os movimentos campesinos reconhecem o país como um símbolo de liberdade e dignidade.
Quando questionada sobre a possibilidade de um ataque, Aleida afirmou que a incerteza é angustiante, especialmente com líderes imprevisíveis como Trump no poder. Ela ressaltou que a população cubana não é ingênua e está consciente da ameaça. Aleida também fez críticas à resposta dos Estados Unidos às crises de outros países, como Porto Rico, onde a gestão foi inadequada após desastres naturais.
Aleida discorreu sobre a realidade econômica em Cuba, que enfrenta sérios problemas, incluindo interrupções no fornecimento de energia. A solidariedade internacional, especialmente da população, foi considerada fundamental para Cuba, com exemplos de apoio vindo de países como México, Rússia e Itália.
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Quanto à acusação de que Cuba não é uma democracia, Aleida defendeu que a verdadeira democracia é o poder do povo e questionou a relação entre poder e igualdade nas democracias contemporâneas. A sua visão é de que a Cuba vive uma democracia genuína, onde o povo é protagonista.
Por fim, Aleida falou sobre seu pai, Che Guevara, e como sua educação sob a orientação de sua mãe, Aleida March, moldou sua visão de mundo. Ela destacou a conexão forte que o povo cubano ainda mantém com a figura de seu pai, que permanece presente na memória coletiva, especialmente entre as crianças.
Fonte: Agência Brasil

