O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, que disputa o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a mais alta posição do colegiado internacional de países. A ONU nunca teve uma mulher no comando.
Lula destacou em uma postagem nas redes sociais que “sua experiência como chefe de Estado e profunda conhecedora da ONU a credencia a ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização”.
Durante o encontro, ambos discutiram o cenário global, a necessidade de reformulação da ONU e o fortalecimento do multilateralismo.
Atualmente, o português António Guterres comanda as Nações Unidas, tendo sido reeleito em 2021 para um segundo mandato de cinco anos (2022-2026), após iniciar sua gestão em janeiro de 2017.
O próximo secretário-geral assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2027, mas as articulações diplomáticas já estão em andamento.
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A candidatura de Bachelet foi apresentada no início de fevereiro pelos governos do Chile, do Brasil e do México. No entanto, após a troca de comando na presidência do Chile, com a chegada do conservador José Antônio Kast, o país sul-americano retirou seu apoio. Brasil e México continuam a apoiar a líder chilena.
De acordo com o princípio da rotatividade da representação na ONU, países latino-americanos acreditam que o próximo secretário-geral deve ser oriundo da América Latina e Caribe.
O secretário-geral da ONU é responsável por representar o organismo internacional em reuniões com líderes mundiais, presidir o Conselho de Coordenação dos Chefes Executivos do Sistema das Nações Unidas e atuar na defesa da paz mundial e na mitigação de disputas e conflitos entre os países.
Perfil
Michelle Bachelet, de 74 anos, foi presidente do Chile em dois mandatos: de 2006 a 2010 e de 2014 a 2018. Antes de comandar o país, atuou como ministra da Defesa e da Saúde. Bachelet tem uma trajetória política na centro-esquerda e foi uma líder significativa na luta contra a ditadura no Chile, que perdurou entre 1973 e 1990.
No âmbito internacional, Bachelet foi chefe do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e dirigiu a ONU Mulheres.
Fonte: Agência Brasil

