Entre 4 e 8 de maio, 365 pacientes foram atendidos no Ambulatório de Pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) durante uma força-tarefa para a realização de exames de espirometria. Este teste, essencial para avaliar a capacidade respiratória, é fundamental para o diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras condições de saúde.
O mutirão, que também foi realizado em 2022, teve como objetivo reduzir a fila de espera para os exames pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O diagnóstico é crucial para que alguns pacientes possam participar de programas de reabilitação pulmonar ou serem encaminhados para outros procedimentos médicos.
O médico pneumologista do Hran, Paulo Feitosa, destacou que a rede de atenção da SES-DF é um modelo na oferta desse serviço, com a unidade de pneumologia do Hran sendo a maior do Nordeste e Centro-Oeste, funcionando em cooperação com outros serviços, como o Ambulatório do Sono.
Como funciona
No exame de espirometria, o paciente é instruído a inhalar profundamente e expelir o ar rapidamente por seis segundos, esvaziando completamente os pulmões em um tubo conectado a um sistema computadorizado. Após cerca de 20 minutos, um broncodilatador é administrado e o paciente repete o teste para verificar se houve alguma alteração após o uso da medicação.
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Todo o procedimento é supervisionado por um técnico de espirometria habilitado, utilizando equipamentos que geram gráficos e dados numéricos para a análise de um especialista, neste caso, os pneumologistas do Hran.
Rayane Campeche, chefe de cozinha, foi uma das pacientes atendidas. Ela mencionou ter recebido atendimento atencioso ao marcar os exames e expressou seu desejo de cuidar melhor da saúde, especialmente devido ao histórico de asma desde a infância.
A aposentada Doralice Samara, acompanhada de sua família, também participou. Fumante, ela considerou a força-tarefa oportuna, após ter sido diagnosticada com DPOC. Doralice expressou orgulho de ter conseguido realizar o exame, apesar das dificuldades: “Segurar o fôlego foi difícil, mas eu consegui, mesmo com 80 anos!”.
*Com informações da SES-DF

