O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu que apenas “mulheres biológicas” poderão participar de competições individuais e coletivas femininas em eventos esportivos ligados à entidade que organiza as Olimpíadas. A decisão é aplicável aos Jogos Olímpicos de 2028, que ocorrerão em Los Angeles (Estados Unidos).
A nova política “não se aplica a programas de esporte amador ou recreativo”, segundo o portal do COI, mas impede que atletas mulheres trans participem de competições oficiais em categorias femininas.
De acordo com o COI, atletas trans “são elegíveis para qualquer categoria masculina, incluindo vagas reservadas para homens em categorias mistas, e em qualquer categoria aberta, ou em esportes e eventos que não classificam atletas por sexo.”
“A política que anunciamos é baseada na ciência e foi liderada por especialistas médicos. Nos Jogos Olímpicos, até as menores margens podem ser a diferença entre a vitória e a derrota. Portanto, é absolutamente claro que não seria justo para homens biológicos competirem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, simplesmente não seria seguro”, declarou a presidente do COI, Kirsty Coventry.
Vantagem de desempenho
Segundo o comunicado, o sexo masculino proporciona uma vantagem de desempenho em todos os esportes e eventos que dependem de força, potência e resistência. Para garantir a equidade e proteger a segurança, especialmente em esportes de contato, a elegibilidade deve, portanto, ser baseada no sexo biológico.
- Documentário sobre a Seleção Brasileira de Futebol de Cegos será exibido nos Estados Unidos
- Brasil reúne representantes de 78 clubes em Copas com Ederson
- Exposição interativa celebra a participação do Brasil nas Copas do Mundo
- Grupo I da Copa do Mundo conta com França, Noruega, Senegal e Iraque
- Exames de Neymar mostram boa evolução, segundo a CBF na Copa do Mundo.
A avaliação do COI leva em conta consultas realizadas com 1,1 mil atletas, além de discussões em grupo formadas por diretores médicos de federações esportivas internacionais e especialistas em ciência do esporte, endocrinologia, medicina transgênero, medicina esportiva, saúde da mulher, ética e direito, conforme descrito no comunicado do COI.
Testes de sexagem
A nova diretriz exigirá que todas as atletas realizem testes de sexagem, por meio de saliva ou amostra sanguínea, para verificar a presença do gene SRY, que é responsável pelo desenvolvimento do sexo masculino no início da gestação de todos os mamíferos, incluindo os humanos.
A detecção do gene SRY já é utilizada em testes de algumas categorias esportivas femininas de alta competitividade.
O COI recomenda que todas as federações esportivas internacionais e nacionais, associações continentais, conselhos esportivos dos países e órgãos dirigentes de esporte do mundo adotem a política divulgada pelo COI.
O Comitê Olímpico Internacional foi criado em 1894 para restaurar os Jogos Olímpicos iniciados na Grécia Antiga e promover a competição mundial a cada quatro anos. Em cerca de duas dezenas de missões, o COI descreve o princípio de “agir contra qualquer forma de discriminação que afete o movimento olímpico.”
Fonte: Agência Brasil

