O Distrito Federal recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Betinho em reconhecimento ao seu trabalho no combate à fome e à segurança alimentar. A premiação, dada pela Organização da Sociedade Civil Ação da Cidadania, foi entregue em uma cerimônia no Palácio do Buriti, com a presença da vice-governadora Celina Leão.
Na cerimônia, a vice-governadora destacou que o prêmio é resultado de políticas públicas que ampliam o acesso à alimentação: “Esse prêmio reconhece nosso trabalho e nossa meta de cuidar de quem mais precisa. Nossos números mostram isso: os restaurantes comunitários, que em 2019 serviam 6 milhões de refeições, agora entregam 17 milhões por ano, incluindo café da manhã, jantar e funcionamento aos fins de semana, além de programas como a Cesta Verde. Continuaremos a trabalhar para atender cada vez mais pessoas.”
A secretária de Desenvolvimento Social e presidente da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan-DF), Ana Paula Marra, enfatizou a importância da colaboração entre diferentes setores do governo para fortalecer a segurança alimentar e apoiar a agricultura familiar: “O selo e o reconhecimento mostram nosso compromisso em investir na agricultura familiar e garantir que alimentos saudáveis cheguem à mesa de quem mais precisa.”
Para a concessão do selo, são considerados critérios como a implementação de programas para o combate à fome e a transparência das políticas de segurança alimentar.
De acordo com a representante nacional do Conselho da Ação da Cidadania, Maíra Oliveira, o Selo Betinho distingue governos que implantam políticas eficazes no combate à fome e que atingem 70% das metas estabelecidas: “A frase do sociólogo Herbert de Souza [Betinho], ‘quem tem fome tem pressa’, resume muito do que fazemos, especialmente nas ajudas emergenciais.”
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Iniciativas
Desde 2019, o GDF tem implementado programas para aumentar o acesso a alimentos de qualidade. Dentre eles, os cartões Prato Cheio, que oferecem R$ 250 mensais para famílias em situação de vulnerabilidade, e o programa Gás, que concede R$ 100 a cada dois meses para a compra de gás. Esses programas já beneficiaram mais de 170 mil famílias.
18
Número de restaurantes comunitários em funcionamento no DF
O governo ampliou o programa de restaurantes comunitários, inaugurando novas unidades e aumentando o número de refeições oferecidas, além do fornecimento gratuito a pessoas em situação de rua. Atualmente, o DF conta com 18 unidades, das quais 13 funcionam diariamente, servindo refeições a um custo total de R$ 2 (R$ 0,50 para o café da manhã, R$ 1 para o almoço e R$ 0,50 para o jantar).
A agricultura familiar também é uma fonte de alimentação para famílias vulneráveis, com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que compra produtos de pequenos produtores locais para entidades socioassistenciais. Entre 2019 e 2024, o PAA recebeu R$ 11.567.193,01 do GDF, adquirindo 2.633.373,25 kg de alimentos para 1.304 entidades sociais, beneficiando 333.450 pessoas.
Outro exemplo é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que proporciona refeições saudáveis a alunos da rede pública, priorizando produtos da agricultura familiar. Entre 2019 e 2024, o Pnae envolveu 5.325 produtores familiares e atendeu mais de 400 mil estudantes em 697 escolas.
O programa Solidariedade Salva já arrecadou mais de 200 toneladas de alimentos não perecíveis para famílias em situação de vulnerabilidade.
O GDF também coordena o programa Solidariedade Salva, que já arrecadou mais de 200 toneladas de alimentos não perecíveis para famílias necessitadas.
Premiações
Fundada por Herbert de Souza, a Ação da Cidadania é reconhecida por suas ações contra a fome e a miséria no Brasil. O Selo foi criado em 2022 para destacar políticas públicas que podem servir de exemplo para outras cidades. A certificação é válida por um ano e a avaliação é voluntária, sem custos.
No final do ano passado, o DF também foi reconhecido no Prêmio Brasil Sem Fome, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, que valorizou iniciativas que contribuem para a garantia do direito à alimentação adequada, especialmente em áreas vulneráveis.

