Abrigando as últimas chuvas da estação no Distrito Federal, a brigada florestal do Instituto Brasília Ambiental dará início ao plantio de espécies nativas do Cerrado em duas unidades de conservação: a Reserva Biológica do Guará e o Parque Ecológico Ezechias Heringer. A ação visa fortalecer a recuperação de áreas degradadas e aumentar a cobertura vegetal nos locais protegidos.
Na Reserva Biológica do Guará, serão plantadas 50 mudas de árvores nativas do Cerrado em uma área que passou por uma recente desocupação irregular. As espécies escolhidas incluem ipês nas cores rosa, branco, amarelo e roxo, além de mutamba, urucum, araçá, sangra d’água, jatobá, jacarandá mimoso, pajeu, bacupari, ingás, saboneteira e aroeira, que são essenciais para a recomposição da vegetação local.
No Parque Ecológico Ezechias Heringer, o plantio ocorrerá na Área 28, onde um novo bosque verde está sendo implantado. O espaço receberá mudas de ipês nas cores rosa, branco, amarelo e roxo, além de mutamba, araçá, sangra d’água, jatobá, jacarandá mimoso, pajeu, bacupari, ingás, saboneteira e aroeira, enriquecendo a biodiversidade e qualificando a paisagem da unidade.
Após o plantio, a brigada florestal será responsável pelo acompanhamento das áreas, cuidando do desenvolvimento das mudas, realizando irrigação complementar quando necessário e promovendo outras ações de manejo para garantir o crescimento das espécies.
O superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água do instituto, Marcos João da Cunha, enfatiza a importância da área para o Cerrado. “Temos na área da Rebio e do Parque Ecológico Ezechias Heringer uma biodiversidade rica e única do Distrito Federal, como o peixe pirá-Brasília e espécies vegetais como Psidium ratterianum, Habenaria crucifera var. brevidactyla e Habenaria guaraensis, que são restritas à unidade. Nosso objetivo é garantir condições para que essa biodiversidade permaneça protegida”, destacou Cunha.
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O plantio neste período aproveita as condições favoráveis do solo proporcionadas pelas chuvas, aumentando as chances de adaptação das mudas e contribuindo para o sucesso da recuperação ambiental nas unidades de conservação.
“Espaços onde foram realizadas ações visando a preservação do Cerrado não podem ficar ociosos. Eles precisam de atenção e cuidado para que a preservação se torne efetiva”, afirmou a vice-governadora Celina Leão.
O presidente da autarquia, Rôney Nemer, destaca que a atividade integra o protocolo adotado pelo instituto para cuidar do bioma. “Nossas áreas protegidas abrigam uma biodiversidade rica e preciosa. Para garantir a qualidade de vida e um futuro ambientalmente seguro, estamos empenhados em cuidar para que a nossa flora seja recomposta”, ressaltou o gestor.
As mudas utilizadas na ação foram produzidas em viveiros sob administração do Instituto Brasília Ambiental, localizados no Parque Ecológico do Riacho Fundo e no Centro de Práticas Sustentáveis (CPS). O CPS é gerido em parceria entre o instituto e o Movimento Comunitário Jardim Botânico, fortalecendo iniciativas voltadas à educação ambiental, produção de mudas e recuperação de áreas degradadas.
*Com informações do Brasília Ambiental

